Lua quieta.
Silêncio.
Sombra sobre a terra.
Canção desnuda que agita espuma sobre a areia. Repete, surda, a ausência de palavras ou estruturas.
Lua livre para aparecer e desaparecer, para brilhar e sumir na escuridão.
Luz crescente e minguante, flexível, como sua alma sobre a terra. Em silêncio e suavemente, ou com o ímpeto da onda que faz chiar a areia. Assim, seu espírito é livre para trazer esquecimento ou consciência, purificação e destruição, fecundação e abundância. Assim como o som é livre para cantar e calar, assim seu espírito é absolutamente livre para vibrar ou aquietar-se. E atrás desse movimento, ciclo eterno de luz e escuridão, se cria um sentimento incondicional de compromisso com a vida, de aceitação dos momentos de luz e escuridão chamado amor, que da um carácter imortal a esta sua vida. Aqui, agora, existe o mesmo que sempre existiu e sempre existirá. O único que você é no fundo, este amor imortal de aceitar os ciclos da lua, os ciclos da vida, os ciclos da consciência.
Você é pura e unicamente amor, que às vezes se cala e às vezes sonha, que é silêncio e é som. Tudo é uno, tudo é amor: desnudo, simples e profundo. Sente este amor como um mel a acariciar seu corpo, como uma lua a derramar seus fios de prata envolvendo seu corpo. Isso que te envolve é o que você é. Isso que você é, é o que cria. Isso que cria é seu agradecimento para com a vida.
Viva,
atrás deste instante,
mais amoroso, real e criativo.
(Poema de Alberto Saiz, via mano João)
Showing posts with label Alberto Saiz. Show all posts
Showing posts with label Alberto Saiz. Show all posts
Tuesday, March 31, 2009
Subscribe to:
Posts (Atom)